Você já ouviu falar que o glaucoma é uma doença silenciosa? Um dos primeiros sinais, muitas vezes despercebido, é a perda da visão periférica. Esse sintoma costuma surgir de forma gradual, o que dificulta a percepção do problema até que ele esteja em estágio avançado.
Neste artigo, você vai entender por que esse sinal é tão importante, como ele se manifesta e quando procurar ajuda médica especializada.
A visão periférica é a capacidade de enxergar o que está ao redor, fora do foco central. É o que nos permite perceber movimentos e obstáculos ao lado, mesmo quando estamos olhando para frente.
Quando essa visão lateral começa a falhar, é comum que a pessoa esbarre em objetos, tenha dificuldades para dirigir ou até para caminhar em ambientes com mais movimento.
O glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico — geralmente por causa do aumento da pressão intraocular. Esse dano começa, na maioria dos casos, pelas áreas periféricas da retina. Por isso, a perda da visão lateral é o primeiro sinal notado por muitos pacientes, embora já represente um estágio mais avançado da doença.
📌 Infelizmente, esse sintoma costuma surgir de forma tão sutil que o cérebro “compensa” a perda, tornando a percepção ainda mais difícil no dia a dia.
Veja alguns sinais que podem indicar perda da visão periférica causada por glaucoma:
Dificuldade para ver objetos ao lado sem mover a cabeça
Esbarrar com frequência em móveis ou pessoas
Sensação de “visão em túnel”
Problemas ao dirigir, especialmente ao trocar de faixa
Redução da percepção em ambientes com pouca luz
Se você ou alguém próximo apresenta esses sintomas, é essencial agendar uma consulta com um oftalmologista o quanto antes.
O diagnóstico é feito por meio de exames específicos, como:
Campimetria visual: avalia o campo de visão e detecta falhas periféricas.
Tonometria: mede a pressão intraocular.
Exame de fundo de olho: verifica o estado do nervo óptico.
Esses exames são fundamentais para o diagnóstico precoce do glaucoma — e quanto mais cedo o tratamento começa, maiores as chances de preservar a visão.
Sim. Embora o glaucoma não tenha cura, o tratamento pode controlar a progressão da doença e evitar a perda total da visão. As opções incluem:
Colírios específicos para reduzir a pressão ocular
Procedimentos a laser
Cirurgias, em casos mais avançados
📌 O acompanhamento deve ser contínuo, com consultas periódicas e exames de rotina.
Como vimos, a perda da visão periférica é um sintoma silencioso e grave do glaucoma. Se você suspeita que está perdendo a visão lateral ou se já tem histórico familiar da doença, não adie o cuidado com sua saúde ocular.
👁 Na Clínica da Dra. Daniela Tiemi, você encontra atendimento especializado em glaucoma, campimetria e exames completos para o diagnóstico precoce. Agende sua consulta e proteja o que você vê — inclusive o que está ao redor.
O que é?
O glaucoma é uma doença ocular degenerativa e progressiva que causa danos irreversíveis à visão. Ocorre uma lesão no nervo óptico, que é responsável por transmitir as informações do olho para o cérebro para gerar uma imagem, devido à morte de neurônios do olho. Isso faz o paciente perder a visão gradativamente até evoluir para cegueira nos casos mais graves ou sem tratamento.
Posso ter a doença?
Os fatores de risco para o glaucoma são histórico familiar, diabetes, hipertensão arterial, doença cardíaca, idade avançada, trauma ocular, uso de algumas medicações (como corticóide), alta miopia e etnia africana ou asiática.
Como saber se tenho?
Os exames que auxiliam no diagnóstico são: fundo de olho, pressão intraocular, gonioscopia, paquimetria, retinografia e tomografia de coerência óptica. Isso varia de caso a caso.
Tem tratamento?
Não é possível recuperar a visão perdida, porém conseguimos estacionar a perda de visão com o tratamento, que é bem amplo e inclui uso de colírios de uso contínuo, procedimentos a laser e cirurgia. O objetivo do tratamento é controlar a pressão intraocular e retardar a piora da doença.
Por ser insidiosa, no início do quadro o paciente não apresenta sintomas, então o diagnóstico é feito numa consulta de rotina. Logo, é importante fazer um seguimento com oftalmologista anualmente.
Imagem retirada do ebook “24 Horas pelo Glaucoma”, produzido pela Sociedade Brasileira de Glaucoma e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia em 2023.